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sexta-feira, 15 de junho de 2012

NUTRIÇÃO X CÂNCER

Meu interesse pela oncologia surgiu durante o período da faculdade e completou quando tive o prazer em fazer estágio em uma clínica oncológica da minha cidade.
Poder ajudar os pacientes como profissional de saúde é muito gratificante, principalmente quando se percebe evolução no tratamento de forma positiva.

Infelizmente de acordo com O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima em cerca de 520 mil novos casos doença para 2012. Por isso nada melhor pra se fazer e se pensar é na prevenção, principalmente quando se tem um membro familiar com tal patologia.







 O que é o câncer?
 Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.


Fatores de risco de natureza ambiental
Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). 

 http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322

Quais são as prevenções que as pessoas devem seguir?
  1. Mudar o hábito alimentar, priorizando alimentos in natura ao invés de alimentos industrializados, onde a indústria para manter o produto com mais tempo nas prateleiras dos supermercados, adicionam muitos conservantes e produtos quimicos;
  2. Incluir nas refeições alimentos como frutas; verduras/legumes; produtos integrais, garantido assim boa fonte de vitaminas, minerais e fibras na alimentação;
  3. Substituir carne com gordura aparente por carne magra, dar preferência por carne branca como frango, peixes e evitar o consumo de toucinho, torresmo, banha, manteiga e bacon pois são ricos em gorduras saturadas que faz com que aumente o colesterol ruim (LDL) diminuindo o colesterol bom (HDL);
  4. Ingerir água com abundância ao longo do dia;
  5. Eliminar o fumo e bebida alcoólica;
  6. Manter o peso adequado;
  7. E por último também muito relevante é deixar o sedentarismo e praticar qualquer atividade fisica desde que seja prazerosa, para que assim motiva praticar -lá. 
"A boa alimentação contribui efetivamente para a qualidade de vida, sendo algo mais que uma simples necessidade física".

sábado, 2 de junho de 2012

Distúrbios nutricionais relacionados com a doença de Parkinson




Indivíduos com doença de Parkinson (DP) são suscetíveis à perda de peso e desnutrição, sendo a perda progressiva de peso uma característica importante da progressão dessa doença. Os movimentos involuntários associados com a DP resultam em maior gasto de energia, além disso, tanto os sintomas da doença quanto os efeitos adversos do tratamento podem limitar a ingestão de alimentos.

A DP é uma doença crônica, neurodegenerativa e progressiva. As manifestações motoras incluem tremor de repouso, bradicinesia (lentidão de movimentos), rigidez muscular e alterações do equilíbrio. Essas manifestações são responsáveis por incapacidades física e psíquica, havendo também manifestações não motoras, como psicose, transtornos cognitivos e depressão. Devido à dificuldade em realizar movimentos repetitivos, tremor e/ou rigidez de mandíbula, a mastigação pode ser prejudicada, gerando fadiga, que podem levar a interrupção da alimentação e ingestão inadequada de alimentos. Além disso, os sintomas não motores associados com a disfagia (dificuldade em engolir) podem ser responsáveis pelo comprometimento do estado nutricional e balanço hídrico.

Outros sintomas como o refluxo gastroesofágico, constipação e gastroparesia também contribuem para os distúrbios nutricionais e afetam significativamente a qualidade de vida destes indivíduos. As alterações na motilidade gástrica e intestinal podem levar à distensão abdominal, náuseas, desconforto e saciedade precoce, reduzindo ainda mais a ingestão de alimentos.

Outro aspecto importante da DP é o tratamento com o medicamento levodopa (principal droga utilizada no tratamento da DP, que alivia os sintomas por aumentar as concentrações de dopamina), em que alguns aminoácidos dietéticos podem competir com esta droga em relação a absorção intestinal e transporte desse medicamento através da barreira sangue-cérebro, limitando assim a sua eficácia e sendo responsável pela ocorrência de flutuações motoras. Assim, diretrizes recomendam dieta com baixo teor de proteínas à medida que a doença progride, pois nesses casos são necessárias doses mais elevadas de levodopa.

Portanto, a avaliação nutricional nesses indivíduos deve ser minuciosa, buscando investigar as deficiências de macro e micronutrientes, com o objetivo de retardar os distúrbios nutricionais relacionados com a DP e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.           
 
Bibliografia (s)

Barichella M, Cereda E, Pezzoli G. Major nutritional issues in the management of Parkinson's disease. Mov Disord. 2009;24(13):1881-92.

Sheard JM, Ash S, Silburn PA, Kerr GK. Prevalence of malnutrition in Parkinson's disease: a systematic review. Nutr Rev. 2011;69(9):520-32.

Cereda E, Barichella M, Pezzoli G. Controlled-protein dietary regimens for Parkinson's disease. Nutr Neurosci. 2010;13(1):29-32.